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Folha do Sarandi : Compromisso com a comunidade

Por Eduarda Lemos e Marina Krapf

O bairro Sarandi, da cidade de Porto Alegre, foi criado no dia 7 de dezembro de 1959 e atualmente conta com 7% da população da capital gaúcha, sendo considerado o maior bairro em população da cidade. Mesmo sendo um bairro independente e com toda a estrutura para seus moradores, a comunidade estava carente de um meio de comunicação próprio. Pensando nisso, a jornalista Narelise Weil, junto com sua mãe, Lenira Maria Weil, fundaram a Folha do Sarandi, tendo sua primeira publicação impressa em outubro de 2009.

No início do projeto, Narelise precisava de patrocinadores, mas como o jornal ainda não existia, teve de convencê-los a investirem no seu sonho. Com isso, a jornalista conseguiu realizar a primeira edição com 10 a 15 patrocinadores. Após a primeira publicação, as parcerias aumentaram e, assim, a Folha do Sarandi conseguiu sair do papel para cair no gosto do público.

A iniciativa de montar um jornal para uma comunidade foi elaborada por mais de quatro anos na cabeça de Narelise e, quando se tornou realidade, desde sua primeira edição o jornal continha uma característica própria: mostrar o lado bom do bairro para a sua comunidade. “Eu tinha a ideia de fazer um jornal voltado a serviço da comunidade, mas não focando no lado ruim, isso a gente deixa para os outros jornais, o objetivo é mostrar o que tem de bom mesmo. Eu me coloco no lugar do leitor. Quero chegar em casa e ler uma coisa que tranquilize minha mente, suave para ler e que diga coisas interessantes”, contou a jornalista.

Hoje, completando seis anos, o jornal já é um dos símbolos do bairro e possui um vínculo muito forte com seu leitor. “A Folha do Sarandi surgiu com a proposta de mostrar pequenas soluções, com a ajuda dos leitores e, também, mostrar o que o Sarandi tem de bom e interessante. Depois de um ano, o jornal já era independente, eu já não era mais dona”, falou Narelise.

Segundo Festa, a comunicação alternativa adota uma prática de produção submetida ao controle público (seja ele formado por indivíduos de vários setores sociais ou de grupos de interesse), preservando o espaço de debate e de interação social. Para jornalista Narelise, o público enxerga o jornal não somente como um veículo, mas como parte de um órgão que vai solucionar os problemas do bairro. A Folha do Sarandi virou um “setor de informações” da comunidade. “Por muitas vezes, o trabalho fica exaustivo por existir uma forte demanda e contar com uma equipe pequena”. A jornalista se realiza cada vez que um problema é solucionado. O jornal foi grande influencia em obras da Prefeitura no bairro e ela exalta que manter uma boa relação com esses órgãos é fundamental para que seja possível um retorno dos mesmos.

Para manter esse laço com seus leitores, a Folha do Sarandi possui, além do jornal impresso, um forte trabalho em redes sociais. O jornal possui um site e páginas no Facebook, com cinco mil curtidas, Twitter e Instagram. O uso das redes sociais começou há, mais ou menos, um ano. No início era mais a questão de atingir o público que não tem acesso ao jornal e era uma página mais comercial. Desta forma, as notícias seriam mais amplas e não ficam tão regionalizadas.
Depois de tantas conquistas, a Folha do Sarandi não pretende parar por aí. Um dos sonhos da equipe é aumentar a tiragem, que hoje é de cinco mil, o número de páginas e também o número de edições, pois atualmente o jornal conta com oito páginas e poucas edições.

Além disso, a fundadora da Folha do Sarandi também pretende aumentar a equipe e se mudar para um escritório com uma estrutura melhor para que assim, talvez, o jornal consiga não somente abranger o bairro, como outras regiões próximas. Apesar de ser muito agradecida a seu público, a jornalista contou que deseja que a interação dos seus leitores com o jornal aumente. Ela espera que eles mandem mais sugestões e opiniões para que assim a Folha do Sarandi se torne cada vez melhor.

Nota-se que na Folha do Sarandi não aparecem notícias grotescas e violentas, como é característica de jornais locais e regionais. O jornal produzido para os moradores do bairro Sarandi conta com uma estrutura quase artesanal, com o comando de um editor solitário, e auxílio na parte de diagramação. Seu objetivo é, além de unir a comunidade, mostrar os aspectos bons do bairro, diferentemente dos grandes jornais da região. Por isso, Narelise obteve sucesso e hoje é reconhecida e apoiada pelo público.

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